LIVRO: UM PEREGRINO EM MINHA PRAIA

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

RUTE E NOEMI




Elimeleque, homem judeu, era um mercador bem sucedido. Casado com Noemi tinha dois filhos varões, Malom e Quilion. Para fugir da fome que assolava Judá e da miséria vindoura, mudou-se com a família para Moabe.


Rute era uma princesa moabita, estava insatisfeita com a idolatria de seu povo, pois conhecia e amava o Deus verdadeiro, razão por que abriu mão de tudo, inclusive de seu título e foi morar entre o povo ao qual admirava e amava. Aproximando-se da família de Noemi, tornou-se sua amiga, até que seu filho pediu a Rute em casamento, o que muito a alegrou. O segundo filho de Noemi também se casara com uma mulher moabita, Orfa, ambas estrangeiras.

Passado um tempo, o esposo de Noemi morreu, bem como seus dois filhos, restando ela e suas noras. Sem hesitar, Noemi informou-lhes que voltaria para sua terra, Belém de Judá, porque soubera que a fome em Israel havia terminado. Disse que não poderia forçá-las a ir consigo, pois, voltando para a casa de seus pais, poderiam encontrar outro marido e refazer suas vidas. Choraram em altos brados, pois nenhuma delas queria a separação.

Orfa, ainda que muito triste, acatou a sugestão e apartou-se da sogra e seguiu seu caminho, voltando para seu povo e seus deuses. Rute, porém, chorou e implorou que a deixasse acompanhá-la, pois se apegara a ela e porque serviam ao mesmo Deus, ou seja, o Deus vivo e verdadeiro.

Noemi deixou sua terra para buscar vida e encontrou a morte para sua casa. Foi buscar dias melhores, mas se amargurou, se entristeceu, dizendo que não mais chamaria Noemi que significa amável, agradável, para se chamar Mara, amargura, amargurada. Estava revoltada inclusive com Deus, devido aqueles sofrimentos, julgando que Ele estava contra ela.

Enfim, as duas chegaram à Terra Prometida em tempos de colheita da cevada. Por estarem exaustas da longa viagem e com fome, Rute deixou Noemi descansando e partiu para o campo mais próximo, buscando alimento. Em Israel, era costume dos ceifeiros deixarem o cereal que fosse para o chão para os pobres e viúvas. Pela providência divina, o campo escolhido por Rute pertencia a Boaz, um parente de Elimeleque, falecido marido de Noemi.

Quando Boaz soube, através do feitor, que aquela moça era nora de Noemi, sendo ele parente de Elimeleque, recebeu-a com carinho e deixou que colhesse tudo de que precisasse, por ter sido generosa com a sogra, insistindo a que ficasse ali entre suas servas.

Rute voltou para casa carregada de cereais, razão por que Noemi, sua sogra, bendisse o nome daquele que a havia ajudado e, ao saber o seu nome, alegrou-se ainda mais, por ser seu parente próximo. Assim, Rute continuou na colheita do trigo e da cevada até que terminasse a sega.

No último dia, Noemi sugeriu a Rute que, quando Boaz se deitasse, ela descobrisse os pés daquele homem e deitasse ao seu lado e esperasse pelo que ele lhe dissesse. Ela assim procedeu e, quando ele deu pela presença de Rute, ela se fez reconhecer e pediu-lhe que a cobrisse com a capa. Ela informou-lhe que deveria ser o seu resgatador e, na manhã seguinte, sem tocar nela, encheu a capa de cereais e despediu-a.

O resgatador deveria ser um parente mais próximo, segundo o costume, que, comprando as terras que pertenciam à Noemi, deveria tomar a mão de Rute em casamento, mas o primeiro de direito não se interessou e transferiu o direito a Boaz, que comprou a terra e recebeu a mulher para si. Dessa união, nasceu Obede, que foi pai de Jessé e avô do salmista e rei, Davi. E da descendência de Davi, nasceu o salvador, Jesus. Quanta honra para quem se sentiu desprezada e perseguida por Deus!

Essa história era tão importante para a formação do povo bíblico que ela foi guardada e transmitida, oralmente, por vários séculos, até se tornar um documento escrito e incluído no livro sagrado de Israel.

Naquele tempo, como ainda hoje, o povo procurava cumprir as formalidades externas da lei, sem, contudo, relacioná-la à vida humana e suas carências básicas, a saber: o amor, a bondade, a compaixão... Foi nesse momento, que o povo crente fez uso da história de Rute, para mostrar às pessoas que o amor é mais importante que a letra da lei. A letra da lei é morta, se desassociada da obediência por amor. Seu cumprimento é necessário, pois nem um til passou dela, porém, não sejamos, apenas, legalistas.

Essa narração mostra também que Deus cuida de nós, dirige-nos em nossos caminhos, por isso, devemos entregar a nossa vida a Ele, sem dúvidas e sem reservas, pois Ele sabe o que é melhor para nós, e o tempo oportuno.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

SEGUNDA MULTIPLICAÇÃO DE PÃES

  
          (Mateus 15.32-39; Marcos 8.1-9)

Os milagres continuavam se realizando e, quanto mais proibia a sua divulgação, muito mais pessoas chegavam aos pés de Jesus. Eram necessitados, tais como coxos, cegos, mudos, aleijados e outros que eram curados. Não era para menos, nunca haviam visto poder nenhum transformar aleijados em pessoas perfeitas, sem deficiência, por isso glorificavam o Deus de Israel.
Jesus é a própria misericórdia, pois, enquanto seus discípulos se mostravam despreocupados, embora na primeira multiplicação, eles é que procuraram a Jesus para cobrar uma atitude, Jesus se manifestou. Então, Ele os chamou e falou de compaixão, dizendo que há três dias aquela multidão estava ali, longe da cidade, muitos vinham de terras distantes e não podia despedir o povo com fome, pois poderia desfalecer pelo caminho. Claro que, alguém intimamente ligado ao Pai do céu, jamais esqueceria o cuidado com os semelhantes. Quem se diz amar a Deus deve ter uma vida de comprometido com o amor, para não se fazer de mentiroso.
Os discípulos, na sua incredulidade, novamente questionaram o Mestre, dizendo que não tinham como conseguir pães para saciar a fome de tanta gente! Incrível porque era essa a segunda vez que multiplicaria pães e peixes: Como poderiam questioná-Lo, se haviam presenciado essa mesma situação e conheciam o Seu poder de multiplicação? Mas Jesus ignorou esse detalhe, porque conhece a dureza de nosso coração que, depois de sermos agraciados com tantas bênçãos, ainda temos dúvidas se de novo virá ao nosso socorro em outras necessidades! Que seria de nós sem a misericórdia de Deus?
Jesus foi direto ao assunto: Quantos pães tendes? E eles lhe disseram: Sete e um pouco de peixinhos. Era o suficiente. Jesus mandou que se assentassem no chão. Tomou os pães, partiu-os e os abençoou; igualmente, tomou os peixes e, dando graças, os deu a seus discípulos que distribuíram para todos. Um exemplo maravilhoso de Jesus para todos nós, porque não comia sem ter dado graças aos céus. A gratidão é fundamental e tudo que temos, que chega a nossas mãos é permissão de Deus, ou melhor, é bondade de Pai para conosco.
Jesus poderia fazer chover peixes e pães, como aconteceu com o maná que caiu do céu, quando da peregrinação no deserto, quis multiplicar a partir de algo que existia, que traziam consigo, ou seja, pães e peixes reais. Conosco também, Ele cuida de multiplicar nossa fé, se o pedirmos; nossos dons, se os disponibilizamos, nossas esperanças, se cremos; nossa capacidade de amar, se despojamos de nosso egoísmo e vontade própria, e nos voltamos para o nosso próximo.

Todos comeram e se fartaram e ainda sobraram sete cestos cheios. Isso porque Jesus faz muito mais por nós do que carecemos, e aquelas pessoas, em número de quatro mil homens, mais mulheres e crianças puderam seguir saciados. É assim que Jesus faz: sacia-nos em nossas necessidades terrenas e, muito mais, nas espirituais, pois nos preenche o espírito e despede o vazio do nosso coração. Após esses acontecimentos, entrou no barco e seguiu para Magdala.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

CURA DE UM SURDO E GAGO


               
                         (Marcos 7.31-37)   

         Tendo curado a filha da mulher Cananeia, Jesus deixou Tiro e Sidom, indo para o mar da Galileia, em Decápolis, região habitada por gentios.  O lago de Tiberíades, ou de Genesaré, com cerca de treze km, de água doce, era chamado de mar, ficava na Galileia, e havia povoamentos a sua volta. Foi lá que, segundo os Evangelhos de Mateus e Marcos, Jesus arrebanhou quatro dos seus discípulos, ou seja, Pedro e seu irmão André e os irmãos e João e Tiago.
         Foi também nesse lugar que lhe trouxeram um surdo que falava com muita dificuldade, presume-se fosse gago, para quem o povo clamava pedindo a Jesus que impusesse as mãos sobre ele. Não era apenas esse que desejava uma cura, muitos gritavam, acenavam, tentavam chamar, se mostravam,  mas Jesus preferiu dar uma atenção especial e reservada a esse homem. Separou-o da multidão e a ele deu um atendimento particular. Ele poderia tê-lo assistido ali entre tantos que esbarravam e O comprimiam, mas preferiu separá-lo dos outros,  permitindo-lhe uma experiência pessoal consigo, o Cristo de Deus, porque é capaz de fazer mais do que pedimos, pensamos ou sonhamos.
Assim também hoje, há pessoas buscando por uma atenção diferenciada, um à parte que lhes conduza até Jesus e faça acontecer esse encontro.  Mas, a indiferença, a falta de tempo, o acúmulo de preocupações impedem que o papel de ministros e discipuladores de almas, seja realizado conforme deveria: “E, tirando-o à parte de entre a multidão, meteu-lhe os dedos nos ouvidos; e, cuspindo, tocou-lhe a língua. E, levantando os olhos ao céu, suspirou e disse Effata; isto é, abre-te. E logo se abriram seus ouvidos e a prisão da língua se desfez e falava perfeitamente.”.
Jesus o retirou do meio da multidão, do rebuliço e da gritaria daquele  povo, para mostrar que o prezava de forma especial e de maneira particularizada o iria curar. Jesus, na cura de um cego, certa feita, fez barro com a saliva e passou-lhe nos olhos. Havia uma crença entre o povo que o cuspe  poderia curar cegueira, mas Jesus fez diferente, tocou-lhe a língua e  ela destravou. Quando deixamos a cegueira da incredulidade pela ação do Espírito Santo, passamos a ver por outro foco, nossos ouvidos se abrem para a voz de Deus e nossa língua anseia por propagar o Nome e os feitos de Jesus.
Jesus poderia apenas dar um comando, mandar com uma palavra, mas sabia o que estava fazendo e por que. Quando levanta os olhos para o céu, demonstrou claramente de onde originava o Seu poder, do alto.  Assim se colocava como submisso ao Pai do céu, dando-nos o exemplo. Todos pediram que o curasse pela imposição de mãos, mas preferiu de outra maneira, por que para cada caso e pessoa Jesus imprimia a mesma misericórdia, porém, por diferentes métodos.
Aquele homem era um impossibilitado de se expressar com clareza, necessitava de outros para ouvir por ele e de interceder pelos seus desejos. Jesus tem preferência pelos que se abandonam em total dependência, como foi o caso do homem paralítico que precisou de outros para atravessar o telhado com sua cama; do outro aleijado que precisava mergulhar no tanque de Siloé e não havia quem o arremessasse nas águas, os que reconhecem que Deus é a saída para sua vida. Também o caso do centurião que rogou por seu servo, o pai que rogou pela filha moribunda e vários outros. Privilegiou essas situações para mostrar a necessidade e o valor de que alguns intercedam pelos outros, que é a demonstração de amor ao próximo, consequentemente, de amor a Deus: a intercessão tem valor dobrado, pois abençoa a todos.
O que se repetia em vários casos era o pedido de Jesus para que nada dissessem aos outros, não divulgassem o ocorrido, mas em vão: quanto mais proibia, mais divulgavam. Mesmo sabendo que iriam desobedecer, Jesus os advertia sobre isso, para alertá-los, talvez por questão de segurança e proteção, ou mesmo para se evitar conflitos com os opositores radicais, porque a quase maioria que buscava a Jesus era gentia e isso pesava negativamente contra o povo e contra a continuidade da obra de  Jesus.
“Admirando-se sobremaneira, diziam: Tudo faz bem; faz ouvir os surdos e falar os mudos.”

       Deus seja louvado hoje e para todo o sempre!

terça-feira, 5 de novembro de 2013

CURA DA FILHA DA MULHER CANANEIA





    
          
                         (Marcos 7.31-37)

         Tendo curado a filha da mulher Cananeia, Jesus deixou Tiro e Sidom, indo para o mar da Galileia, em Decápolis, região habitada por gentios.  O lago de Tiberíades, ou de Genesaré, com cerca de treze km, de água doce, era chamado de mar, ficava na Galileia, e havia povoamentos a sua volta. Foi lá que, segundo os Evangelhos de Mateus e Marcos, Jesus arrebanhou quatro dos seus discípulos, ou seja, Pedro e seu irmão André e os irmãos e João e Tiago.

         Foi também nesse lugar que lhe trouxeram um surdo que falava com muita dificuldade, presume-se fosse gago, para quem o povo clamava pedindo a Jesus que impusesse as mãos sobre ele. Não era apenas esse homem que desejava uma cura, muitos gritavam, acenavam, tentavam chamar a atenção, mas Jesus preferiu atender a esse homem. Separou-o da multidão e a ele deu uma assistência particular. Ele poderia ser atendido ali entre tantos que esbarravam nele, mas preferiu separá-lo dos demais, permitindo-lhe uma experiência pessoal consigo, o Cristo de Deus, porque é capaz de fazer mais do que pedimos, pensamos ou sonhamos.

Assim também hoje, há pessoas buscando por uma atenção diferenciada, um à parte que lhes conduza até Jesus e faça acontecer esse encontro.  Mas, a indiferença, a falta de tempo, o acúmulo de preocupações impedem que o papel de ministros e discipuladores de almas, seja realizado conforme deveria: “E, tirando-o à parte de entre a multidão, meteu-lhe os dedos nos ouvidos; e, cuspindo, tocou-lhe a língua. E, levantando os olhos ao céu, suspirou e disse Effata; isto é, abre-te. E logo se abriram seus ouvidos e a prisão da língua se desfez e falava perfeitamente.”.

Jesus o retirou dali, do rebuliço e da gritaria do povo, para mostrar que o prezava de forma especial e de maneira particularizada o iria curar. Jesus, na cura de um cego, certa feita, fez barro com a saliva e passou-lhe nos olhos. Havia uma crença entre o povo que a saliva poderia curar cegueira, mas Jesus fez diferente, tocou-lhe a língua. E ela destravou. Quando deixamos a cegueira da incredulidade pela ação do Espírito Santo, passamos a ver por outro foco, nossos ouvidos se abrem para a voz de Deus e nossa língua anseia por propagar o Nome e os feitos de Jesus.

Jesus poderia apenas dar um comando, mandar com uma palavra, mas sabia o que estava fazendo e por que. Quando levanta os olhos para o céu, demonstrou claramente de onde originava o Seu poder, do alto.  Assim se posicionava submisso ao Pai do céu, como humano, dando-nos o exemplo. Todos pediram que o curasse pela imposição de mãos, mas preferiu de outra maneira, por que para cada caso e pessoa Jesus imprimia a mesma misericórdia, porém, por diferentes métodos.

Aquele homem era um impossibilitado de se expressar com clareza, necessitava de outros para ouvir por ele e de interceder pelos seus desejos. Jesus tem preferência pelos que se abandonam em total dependência, como foi o caso do homem paralítico que precisou de outros para atravessar o telhado com sua cama; do outro aleijado que precisava mergulhar no tanque de Siloé e não havia quem o arremessasse nas águas, os que reconhecem que Deus é a saída para sua vida. Também o caso do centurião que rogou por seu servo, o pai que clamou pela filha moribunda e vários outros. Privilegiou essas situações para mostrar a necessidade e o valor de que alguns intercedam pelos outros, que é a demonstração de amor ao próximo, consequentemente, de amor a Deus: a intercessão tem valor dobrado, pois abençoa a todos.

O que se repetia em vários casos era o pedido de Jesus para que nada dissessem aos outros, não divulgassem o ocorrido, mas em vão: quanto mais proibia, mais divulgavam. Mesmo sabendo que iriam desobedecer, Jesus os advertia sobre isso, para alertá-los, talvez por questão de segurança e proteção, ou mesmo para se evitar conflitos com os opositores radicais, porque a quase maioria que buscava a Jesus era gentia e isso pesava negativamente contra o povo e contra a continuidade da obra de  Jesus.

“Admirando-se sobremaneira, diziam: Tudo faz bem; faz ouvir os surdos e falar os mudos.”

       Deus seja louvado hoje e para todo o sempre!
     


sábado, 2 de novembro de 2013

CURA DA MULHER ENFERMA


                     
                 Mateus 9.20-22; Marcos 5.25-34; Lucas 8.43-48.
Uma mulher se aproximou e tocou a orla do vestido de Jesus. Era uma mulher sofredora, que há doze anos padecia de um fluxo de sangue que não lhe dava trégua. Uma hemorragia tão prolongada, numa época em que a medicina era bem atrasada, representava em sua vida uma completa falta de esperança. Quantos médicos visitados! Quanto dinheiro gasto em vão! Quanta desilusão! Fraca, desnutrida pela perda constante do sangue, complexada entre as pessoas, quase nada lhe restaria fazer. Vivia numa época em que à mulher não era dado o devido valor, muito menos no seu caso em que se sentia e se mostrava  ainda mais inferiorizada.
Mas ela creu e foi o bastante. Ouviu falar de Jesus e das maravilhas que operava e, assim, resolveu buscá-Lo. Pensava consigo que, se apenas tocasse na orla de sua roupa, bastaria. Vencendo todas as dificuldades e driblando sua própria fraqueza, lá se foi atrás daquele que traria de volta a sua vida. Quanto pensamento atribulado passava pela sua mente e quanta inquietude em seu coração até que viu a Jesus!
Quantos de nós, depois de padecermos, enfrentarmos lutas vãs, inclusive contra as culpas e os pecados, ouvindo falar de Jesus, O buscamos e O encontramos.  Assim nos libertamos de nossos males interiores, do peso do pecado que escraviza, da fraqueza espiritual que nos coloca fácil e constantemente nas mãos de Satanás que decide nos cirandar, com muito gosto e prontidão. Sozinhos, jamais nos libertaríamos, somos incapazes de encontrar dentro de nós mesmos algo assim, porque com o coração vazio de Jesus, pouco ou nada sobra de bom em nós.
Tocando em Jesus, o fluxo parou imediatamente e, neste mesmo instante sentiu que seu corpo estava liberto do mal. Jesus, ao sentir que de si saíra virtude, perguntou aos discípulos: “Quem me tocou?”.  Nenhum deles sabia, mas, Pedro e os seus companheiros questionaram sua indagação, pois a multidão O apertava e O oprimia. Jesus não perguntou por que não soubesse, mas porque esse fato deveria se perpetuar através dos tempos, na caminhada de Jesus, entre seus grandiosos feitos, para que chegasse até nós e nos transmitisse esperança.
A mulher não conseguiria ocultar-se. Estava a felicidade estampada no seu rosto e seu corpo falava por si mesmo. Impossível quem é agraciado com as virtudes de Jesus e tocado pelas bem-aventuranças divinas se manter quieto e calado. A luz se reflete nele e se esparge alcançando outros. Esse é o mistério e o ministério da fé que é desafiadora e viva e nos leva a transpor limites que desconhecemos, porque capacita o homem e o impele a agir com confiança em Deus e nas promessas eternas com que o  motiva!
Os discípulos estranharam aquela pergunta por que era muito grande a multidão que apertava o Mestre, quem sabe até empurrando-O de um lado para outro. Mas Jesus olhava para os lados para verificar sobre quem recaíra aquela grande bênção. Mas aquela mulher, em estado de graça, feliz, mas atemorizada; apaziguada, mas, tremendo de emoção, aproximou-se, prostrou-se diante dEle e contou toda a verdade. E Jesus lhe disse: “Tenha bom ânimo, filha, a tua fé te salvou; vai em paz, e sê curada deste mal.”.
Quando curados de algum mal, quando libertos de opressão ou de qualquer outro problema, devemos ter bom ânimo. Basta crer, para que a glória de Deus seja manifesta em nós e seremos instrumentos para ir e levar a outros a esperança. Par a ir e ensinar o Caminho da redenção aos demais que ainda não foram ou não se sentiram afortunados pelo misericordioso amor de Deus em sua vida. Louvado seja Deus!

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

JESUS ACALMA A TEMPESTADE

(Mateus 8:18; 23-27; Marcos 4:35-41 e Lucas 8:22-25)

 
Havia como sempre uma grande multidão em torno de Jesus. Quando Ele viu que era gente demais, sendo tarde, ordenou que passassem para a outra margem. Entrou no barco, seguido por seus discípulos, deixando para trás a multidão. Outros barquinhos os seguiam. Passado um tempo, Jesus, talvez cansado, dormia tranquilo sobre uma almofada, quando uma enorme tempestade sobreveio e insurgia contra o barco, cobrindo-o.
Importante como os Evangelhos sempre proporcionam comparações com fatos da  vida do ser humano, em qualquer época: Muitas vezes, dentro de um projeto, ou mesmo em nossa rotina, tudo se mostra  tranquilo, parece fluir sem obstáculos, aí sobrevém um contratempo, ou algo inesperado para nos tirar do prumo, do sério, ou mesmo para nos sacudir de nossa rotina. Muitas vezes é tão forte o que ocorre que precisamos mudar a direção de nossa vida. Nem precisa ser algum fato trágico, basta que seja imprevisto para causar movimento.
Nesse dia foi assim. De repente, nem o céu sinalizava que viria uma chuva tão desafiadora, mas ela veio e pegou a todos de surpresa, menos àquele que, tranquilo, sobre uma almofada, descansava nos braços protetores de Seu Pai. Dá até pra imaginar o quanto titubearam sobre acordá-Lo ou não, pois O tratavam com um solene respeito e não poderiam incomodar o seu Mestre e Senhor.
O medo é algo que move ou paralisa e, naquele momento, dada a situação do barco que se enchia e a precária condição humana, superaram esse limite e O chamaram: “Senhor, salva-nos que perecemos.”  Imaginaram que Jesus não  importava que suas vidas acabassem ali: “Não te importas que pereçamos?”. Quantas não são as vezes que uma pessoa, abalada em sua fé, se sente abandonada por Deus, mesmo Ele estando ali, pertinho, ao alcance de seu coração, mas não O sente. É questão de crer, somente!
Homens fortes, escolhidos, mas, humanos. Quando a nossa condição humana fala mais alto do que a espiritual, o medo, a angústia e a perplexidade são multiplicados. Chegou ao ponto em que ousaram acordar O único que poderia fazer alguma coisa, e que parecia não se importar. Isso pareceu ter levado  uma eternidade.  Jesus os admoesta: “Por que temeis, homens de pouca fé?” . Jesus se ergue, repreende os ventos e o mar e a bonança aconteceu.
Os discípulos haviam presenciado alguns milagres, sabiam de sua ligação espiritual “simbiótica” com seu Pai, mas, pela primeira vez, constataram Seu poder também sobre a natureza, de amainar tempestades e de deter os ventos e se maravilharam e temeram: “Que homem é este que até os ventos e o mar obedecem?”.
Não devemos ser tímidos na fé, precisamos confiar ousada e positivamente em Jesus, saber que anseia pelo nosso bem e por nosso conforto espiritual. Que revolve os céus e acalma ventos, envia chuvas de bênçãos e amaina perigosas tempestades por nós, os que cremos e O seguimos de perto.
Amém por isso!

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

CURA DE UM ENDEMONINHADO CEGO E MUDO



                             (Mateus 12:22 e Lucas 11:14)

As pessoas, à medida que os milagres iam acontecendo e a fama de Jesus como excelente profeta ia se espalhando, traziam cada vez mais inválidos para receberem uma cura. Certa feita, trouxeram-lhe um endemoninhado cego e mudo. Jesus o curou, expulsando-lhe o demônio e todos se maravilharam com a sua libertação! Na verdade, não é toda doença e deficiência que é possessão demoníaca, mas, no presente caso, o era. Não adianta tentar expulsar o demônio de uma pessoa deficiente onde há causas biológicas racionalmente comprovadas, embora, curá-la Deus pode, se for  de Sua santíssima vontade e for resposta de fé.
Quanto mais presenciavam os feitos de Jesus, mais ainda alguns se irritavam contra ele e O acusavam. A cura desse endemoninhado foi um forte motivo para blasfemar contra Deus: alguns diziam que expulsava por Belzebu, príncipe dos demônios; outros, pediam um sinal dos céus para acreditar.
Refletindo sobre essa passagem, vemos que, quando se é descrente e rebelde, não adianta presenciarem-se maravilhas, que nunca será suficiente. Os milagres foram realizados para que os incrédulos cressem, porém, apesar de assistirem os acontecimentos, ainda pediam um sinal dos céus. Imaginemos se Jesus apenas pregasse sem revelar o poder de Deus através dos milagres, quem haveria de crer? Havia até os que seguiam a Jesus esperando pela multiplicação de pães! Mas essa geração presente não difere muito daquela, porque hoje se conhecem os fatos, divulgados à exaustão, e há ainda os que negam a Deus e não aceitam Jesus como suficiente Salvador! Que lástima!
Jesus lhes explicava que fazia os milagres pelo dedo de Deus e os blasfemos acusavam-nO de blasfêmia contra o Pai. Havia chegado a eles, os fariseus, o Reino do Altíssimo, via Jesus, mas estavam cegos demais pela superficialidade religiosa, pelo fanatismo que impede de ver e sentir com o coração, estavam chafurdados em conceitos, práticas e doutrinas humanas, suficientes para se alijar a si mesmo, totalmente,  de um poderoso  processo de cura e salvação! Pobres doutores, pobres mestres, pobres poderosos!
Jesus definiu perfeitamente aquela situação dizendo: “Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta espalha.” V.23.  Com os olhos da fé não é difícil entender essa afirmação. Se um casal dentro de uma casa perderem a unidade, acabam se dissociando, se enfraquecendo e se divorciando. Como afirmou Jesus, um reino dividido, até mesmo do diabo, não subsistirá. Imaginemos o reino do amor e do bem dividido: a vida pereceria para sempre. Uma dissensão nos céus foi o suficiente para acontecer a maior e mais significativa rebelião conhecida, que transformou um ser de luz, na pior das criaturas que afeta a humanidade e a conduz para a decadência espiritual e à morte definitiva.
Diante daquela cura, Jesus ensinou aos presentes que quando um espírito imundo sai de uma pessoa, ele vaga por outros lugares, buscando repouso, e, não o encontrando, volta para a casa de onde saiu, mas não volta sozinho, traz outros sete espíritos malignos e voltam a habitar ali e a pessoa fica numa situação bem pior do que da primeira vez.
Uma citação bíblica como a cura daquele cego, deu margem para que Jesus esclarecesse muito sobre o Reino do bem e do mal e a gravidade de estar-se sob a batuta de Satanás, e sobre a tragédia humana que ele causa, tem causado e continuará causando, porque o diabo também não muda seus objetivos que é o de levar os filhos de Deus para a perdição eterna. O que devemos fazer é orar e vigiar para que o comando de nossas vidas seja outorgado ao Espírito Santo de Deus. Amém por isso!